mais um cigarro,
mais um copo
mais uma dose
de desilusão
mais um blues
mais uma música
perfeita
para o ser só...
só ser assim
eu
eu mesma...
tantos atalhos,
caminhos
corpos fáceis
em meio
a caminhos
difíceis...
e a vida anda
torta
rolando ao sabor
do vento
tantos homens
disponíveis
tanta vontade de sempre
pelo mesmo
tão errado
e tão distante
tanta carne
à disposição
e nenhum sentimento
tanta coisa
pra resolver...
me falam de solidão...
como se pudessem
me ensinar
o significado
mais do mesmo
eu rio...
eu rio
do caos
das fórmulas prontas
das palavras amigas
de saber como é..
mais do mesmo..
palavras perfeitas
para descrever
meu caos
eterno
mais do mesmo...
homens que vem
homens que vão
homens que ficam
de uma forma
ou de outra.
Gravados no coração
a fogo,
ou sem fazer parte
das minhas estatísticas
de quem vale à pena
contar...
pessoas ...
pessoas com méritos
ou deméritos...
alguns amigos
outros amantes
outros
sem denominação
válida
sombras
sombras que vêm
e que passam...
outra noite
mais uma
fugindo de obrigações
intelectuais
mergulhando
em prosas
pseudo inteligentes
demais
até pra mim
sobre assuntos
absurdos
e corriqueiros
sobre
a volta
para o futuro
sobre nada
sobre tudo
redes,
problemas
pessoas
caos...
e tudo e nada...
e solidão
pedida
perdida
estuprada
desvencilhada...
só eu...
sempre eu
e minhas convicções
nada e tudo
sempre um mundo
inteiro
imenso
imerso em blues...
sempre essa coisa maluca
das madrugadas
bêbadas
revoltas
em camas
em conversas
em vazios
sempre esta pessoa
sem rumo
e com rumo
tão certo
tão cheia
de certezas
absurdas
sempre
sempre eu...
assim...
do nada... descrita
por nadas
imensamente cheios
de significados
que só eu
vou entender....
sempre poetizando a merda
o vazio
a dor...
de saber demais
conter demais
e importar
tão pouco....
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sirvam mais uma: