Era pra ser
uma despedida
a caráter...
depois de meses sem palavras
uma tarde de confissões
sem sexo
ficou a promessa
de nos deixarmos
de bem
no lugar de sempre
onde sempre fomos
perfeitos
onde sempre nos
entendemos
sem a necessidade
de palavras
além das óbvias
sussurradas
de sempre
Mal deu tempo
de girar
a chave na porta
e nossas bocas
já estavam juntas,
sinto teu gosto
tão adorado
teu cheiro,
tão esperado...
suas mãos
já tentavam
me arrancar
o vestido escolhido
a dedo
da pele...
sua boca
buscava meus seios
faminta
saudosa
peço pausa
peço que olhe
ao menos olhe
as rendas negras
as fitas vermelhas
que vesti
pra te esperar
seus olhos baços
menores ainda
que o normal
avaliam
e seu rosto mergulha
de novo
no meu peito
coberto de renda negra
já meio despido
de renda negra
exposto
oferecido à sua boca
os bicos saudosos
da sua lingua quente
suas mãos me buscam
minhas mão te despem
ansiosas
empurrando pra baixo
um jeans teimoso
que me impedem de sentir
teu sexo
nas minhas mãos
se esfregando
entre minhas pernas
pedindo
retomando o que é seu
as roupas vão ficando
pelo chão do corredor
te beijo de cima abaixo
minha boca
descobre
de novo
o sabor do teu sexo
então você me puxa
e me volta
e se encaixa
e eu peço mais
mais forte
mas rápido
e nos vemos
no espelho grande
da sala
você me puxa os cabelos
e eu te vejo
no reflexo
se apossando de mim
meu dono
como sempre
nos arrastamos
pela casa
grudados
até a cama
antes tão vazia
e lembramos
de cada modo,
de cada local
de cada pedaço
onde nos gostamos
de tocar
beijar
lamber
então
eu peço marcas
eu falo bobagens
eu te mordo
e arranho
te marco
e te faço carinhos
quando há pausa
pra respirar
então
após
nos enroscamos
um no outro
e conversamos
sobre coisas
inimagináveis
e lugares impossíveis
e realizações
e te beijo no canto
da orelha
e provoco
até você
exigir mais
e novamente
começarmos
de onde haviamos terminado
mais beijos
mais carinhos safados
novamente mais sexo
perfeito
saudoso
terminando
em sede
a sede de sempre
de mais
e mais
e a despedida
vira promessa
de mais uma vez
uma de cada vez
quando
a sede
de nos embriagarmos
em nossas viagens
perfeitas
de prazer
ficar insuportável
uma de cada vez
nada de promessas
nada de planos
alem dos que você fez
e eu não acreditei
não posso acreditar
até você voltar
e me deixar
novamente
repleta
de você
do prazer
que você me dá...
mais uma vez....

Olá Anaís, de volta ao mesmo lugar rsrsrsrs...repeti mais de uma vez a leitura deste post, parece-me tão íntimo, que cheguei a invejar um pouquinho rsrsrsrs. Mas continuas afiada, traçando os caminhos com as palavras vivas, intensas e tremendamente humanas. Uma das minhas atrações pelo teu blog, como tu consegues ser tão real, dura, sensível, que eu lendo viajo de uma foram surreal, porque tem paixão no que escreves, é surreal porque fico meio perdido, atordoado, e dentro dos limites comparo com minha vida, minha conduta. Gostaria de ter, às vezes pelo menos, alguém para amar, brigar...alguém que me fizesse sentir mais vivo do que me sinto, enfim...tou divagando. Agora que retornei quero colocar minhas leituras em dia, tou buscando o que deixei de ler enquanto estava na casa de meus pais, nestas férias inesperadas. Também senti saudades...
ResponderExcluirps. Um imenso abraço com muito, muito afeto.
jair... como já te falei antes, não escrevo para ser lida... escrevo para mim mesma, para colocar do lado de fora o que me consome por dentro, minhas duvidas, minhas dores, meus prazeres.. pra poder ler depois e aprender, aprender com o que faço de certo e errado, mas depois... quando a cabeça está fria... porque normaalmente, quando escrevo, é porque estou em turbilhão... sempre é assim... muitas vezes é bucólico, outras tantas é quase pornográfico, na maioria das vezes é só dor e solidão... esta sou eu... sempre... Bom que estejas de volta... senti saudades de tuas palavras.
ResponderExcluirBeijos meu amigo...