sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uvas verdes...

Se é que há alguma
qual seria
a medida certa
do amor
de amar?
Eu bem sei
que tudo em excesso
não é bom
não faz bem
pra pele
nem tampouco
pra alma
mas há medida no amor?
desde que não seja
alguma obsessão
absurda
ou perigosa
não é bom
sentir-se amado
desejado
querido
bem tratado
acarinhado?
Ou somos nós
todos
um pouco
masoquistas
e gostamos
do que dói
do que nos faz sofrer?
Porquê
o amor dado
de bom grado
sempre parece
vir em demasia?
Porquê
tentar fazer
o ser amado feliz
sempre parece
cuidado
em excesso
ou excesso
de insegurança?
Talvez porque seja?
Talvez porque
somos tão inseguros
que não compreendemos
que temos
motivos para
sermos amados
queridos
cuidados...
Porquê a incapacidade
de lidar
com a efusão
dos sentimentos
com o calor que sobe
pela pele
e aquece o rosto
com a alegria
que insiste
em nos afoguear
os sorrisos
com a felicidade
que aparece
matreira
e inesperada
pelos dias
e pelas noites
Porquê o amor
nunca está
na medida certa
pra quem dá
e pra quem recebe
principalmente
o que faz
com que desconfiemos
nos escondamos
tenhamos medo...
medo de amar
medo do amor
medo da dor
concreta e certa
que acompanha
cada momento
de alienação
do amor presente
em nossas vidas?
Sim,
porque amar dói
em algum momento
e em todos eles
doi quando está '
na sua plenitude
pelos ciumes
pela insegurança
tanto quando dói
quando termina
simplesmente por
terminar
nunca compreendemos
o fim de um amor
principalmente
quando o fim
vem de lá para cá
e entramos no
circulo
vicioso e doloroso
de tentar adivinhar
Porquê?????
Onde erramos na medida?
Onde amamos demais
ou de menos?
Onde foi que
nos perdemos
nesse caminho
sempre tortuoso
sempre tão cheio
de senãos
sempre
tão pleno
de experiências
difíceis
e maravilhosas
que é
simplesmente
de deixar invadir
e amar.
Não sei qual a medida
se é que esta existe
do amor
nem quero saber
o que sei
é que amar dói
mas cada segundo
de felicidade
inexplicada
cada sorriso
bobo
cada pensamento
perdido
no outro
no objeto
do amor
é pleno
e indispensável.

Sim
amar dói
sempre
muito
mas dói muito,
muito mais
a incapacidade
de amar.

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