sexta-feira, 2 de julho de 2010

postagem roubada

desistência

Quem disse que dar o fora em alguém é fácil nunca precisou dar o fora em alguém que amasse. Não é fácil, não é simples... e muito menos é indolor. Dói antes, durante e continua doendo depois. E talvez seja preciso mais coragem para desistir de alguém que se ama, do que para continuar lutando por alguém.

Não sei bem quando se começa a gostar de alguém... se é naquele primeiro beijo, nas primeiras risadas, nos primeiros olhares ou na primeira transa. O que sei é que sentir saudades logo após despedir-se, gostar da cia da pessoa em todas as situações, gostar de ouvir a voz da pessoa, sorrir ao ver aquele sorriso, preocupar-se quando a pessoa fica doente, achar a pessoa mais bonita a cada vez que a encontra... essas e outras coisas significam estar apaixonado.

Gostar de alguém assim, mais do que simplesmente um gostar qualquer, significa também querer ver a pessoa sempre feliz, querer que a pessoa seja livre. Mas quando essa pessoa foi muito magoada e machucada, naturalmente ela fica desconfiada, com medo de permitir que alguém se aproxime o bastante para feri-la. Normal, também já passei por isso... só que hoje não tenho mais medo algum de me abrir... meu medo é oposto: medo de me fechar. Nenhum medo de ferir alguém que gosto... muito medo de não dizer a este alguém o quanto gosto.

Quando este alguém é inseguro, desconfiado, tem necessidade constante de atenção e carinho (e confirma isso com suas próprias palavras), e gostamos dele, queremos dar isso... mas não se pode dar algo a alguém que se aproxima e logo em seguida se fecha, como um gatinho medroso que quer receber um afago e, ao mesmo tempo, tem medo do ser que oferece o tal afago.

Já pegaram um filhotinho de gato na rua pra criar? Eu já... é mais ou menos assim: o bichano é carente, mas bastante assustado porque provavelmente sofreu bastante solto na rua. A gente faz tudo o que pode, cuida, trata bem... e pode ser que mesmo assim o bichinho não se adapte, continue arisco e medroso. Aí é a hora de doá-lo pra alguém, pra algum veterinário, pra qualquer coisa... pois nos apegamos a ele, vemos que ele gosta de nós, mas ele simplesmente não consegue agir como um bichano que foi bem tratado e mantido em segurança desde o nascimento... e se continuamos insistindo, com ele em casa, acabamos inevitavelmente nos apegando mais e mais e mais... e quanto maior o apego, mais difícil fica de nos ‘livrarmos’ dele.

A mesma coisa acontece com pessoas... E assim nasce a necessidade de dar o fora em alguém. Não que não gostemos da pessoa, às vezes gostamos até mais do que deveríamos. Não que não queiramos a pessoa, às vezes queremos bem mais do que a pessoa imagina. Apenas chega um momento em que desistir de alguém e sumir é a única forma que temos ao nosso alcance para nos protegermos... e precisamos fazer isso antes que nos apeguemos mais e mais e mais.

Talvez este momento precisasse gerar atitude e não desistência... Talvez o necessário para que a desistência desista de existir seja um simples sorriso... Talvez, e só talvez, um coração não tenha a força que é preciso para a abdicação...

desesperadamente roubado de: http://lifeisdrag.blogspot.com/search?updated-max=2010-05-09T14%3A17%3A00-03%3A00&max-results=7

Tudo a ver.....

Um comentário:

  1. q bom q gostou do texto! E sabe q ainda me sinto assim, e com a mesma pessoa?...

    obrigada pela visita, seja sempre bem vinda.

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